sexta-feira, 14 de julho de 2017

Ex-prefeita ostentação é acionada por comprar mais caixões que a quantidade de mortos na cidade.


A ex-prefeita do município de Bom Jardim, no interior do Maranhão, volta à cena, agora como acusada em ação civil por improbidade administrativa na contratação ilegal de empresa especializada em serviços funerários, no valor de R$ 135 mil, em abril de 2013.. Além de Lidiane, são citados na ação o ex-secretário de Articulação Política, Humberto Dantas dos Santos, o ex-pregoeiro da Comissão Permanente de Licitação, Marcos Fae Ferreira França, a Funerária São João e a proprietária da empresa, Rosyvane Silva Leite.
As informações foram divulgadas pela Coordenação de Assessoria de Comunicação do Ministério Público.
O Ministério Público Estadual sustenta que o pregão presencial, promovido pela administração Lidiane, previa o fornecimento de 220 urnas funerárias populares, 25 classificadas de ‘luxo’e 20 ‘super-luxo’. Lidiane está foragida.
Na avaliação do titular da Promotoria de Justiça de Bom Jardim, Fábio Santos Oliveira, ‘ao adquirir urnas classificadas conforme o poder econômico ou o prestígio político-social do destinatário, a administração municipal desrespeitou os princípios da administração pública da moralidade, impessoalidade, legalidade e eficiência’.
 A soma da quantidade de urnas compradas resulta em 265 urnas funerárias, ou seja, seria preciso morrer 265 pessoas hipossuficientes, em Bom Jardim, durante um ano, para haver a necessidade de licitar tantas urnas”, afirmou o promotor de Justiça.
Lidiane ‘ostentação’ ganhou notoriedade em 2015, quando foi presa pela Polícia Federal.


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